Navio com Greta Thunberg e ativista brasileiro é interceptado por Israel

Embarcação, tripulada por ativistas dos direitos humanos, ia em direção à Faixa de Gaza, levando ajuda humanitária a palestinos
Guilherme Alferes
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O barco apelidado de “Madleen”, tripulado por ativistas pelos direitos humanos como a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, foi interceptado no Mar Mediterrâneo por militares de Israel, na noite deste domingo (8). A embarcação tinha o objetivo de furar o bloqueio à Faixa de Gaza para levar alimentos e remédios aos palestinos.

Ligados à organização Flotilha da Liberdade, os 12 ativistas partiram da Itália e, além de levar suprimentos, estavam documentando o processo. O momento da interceptação também foi registrado.

Pela embarcação estar em águas internacionais, a ação israelense tem sido considerada irregular. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, inclusive, utilizou este argumento para solicitar a soltura dos presos, em seu posicionamento oficial. “Ao recordar o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais, o Brasil insta o governo israelense a libertar os tripulantes detidos”, disse o Itamaraty.

Os israelenses divulgaram imagens em que os presos aparecem sendo alimentados, para demonstrar o mantimento da total integridade deles. Eles disseram também que os ativistas serão enviados cada um a seu respectivo país.

Segundo o governo de Israel, o cerco total ao território palestino se dá para impedir a entrada de armas e outros tipos de ajuda ao Hamas. Em seu posicionamento, o Itamaraty também solicitou o fim das restrições.

Logo após as prisões, vídeos de Greta e Thiago, gravados previamente, foram publicados nas redes sociais. Nele, os ativistas pedem que as populações de seus países, Suécia e Brasil, pressionem seus governos para que eles intercedam por suas solturas e interrompam qualquer relação com Israel. Confira abaixo, em publicação do deputado federal e ex-Ministro das Comunicações, Paulo Pimenta: https://x.com/Pimenta13Br/status/1931900570614325357

Confira o posicionamento, na íntegra, do Itamaraty:

“O governo brasileiro acompanha com atenção a interceptação, pela marinha israelense, da embarcação Madleen, que se dirigia à costa palestina para levar itens básicos de ajuda humanitária à Faixa de Gaza e cuja tripulação, composta por 12 ativistas, inclui o cidadão brasileiro Thiago Ávila.

Ao recordar o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais, o Brasil insta o governo israelense a libertar os tripulantes detidos.

Sublinha, ademais, a necessidade de que Israel remova imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária em território palestino, de acordo com suas obrigações como potência ocupante.

As Embaixadas na região estão sob alerta para, caso necessário, prestar a assistência consular cabível, em consonância com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares.”

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