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Justiça libera a operação do transporte aquático em SP

O preço da passagem será o mesmo cobrado nos ônibus, R$ 4,40
Tatiana Silva
3 Minutos de Leitura

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No último domingo (14), a Justiça de São Paulo anunciou a decisão que permite o início das operações de transporte aquático na Represa Billings, localizada na capital paulista.

Segundo o desembargador José Helton Nogueira D. Junior, o Ministério Público não apresentou evidências suficientes dos potenciais impactos ambientais decorrentes da circulação de barcos na área.

“…cumpre considerar que a CETESB não identificou impactos ambientais significativos, especialmente considerando que o projeto piloto se limita ao transporte público hidroviário na Represa Billings… deve-se levar em conta os princípios de precaução e prevenção ambiental, que presumem uma probabilidade mínima de danos ambientais, a qual não ficou demonstrada. Além disso, o projeto piloto deve atrair uma quantidade insignificante de potenciais danos ambientais, visto que envolverá o deslocamento de pessoas que de outra forma poderiam optar por meios de transporte mais poluentes, como carros e ônibus, para suas viagens.”

A prefeitura recebeu autorização para dar continuidade ao projeto piloto, que será realizado de forma experimental e tem a possibilidade de expandir o serviço no futuro, de acordo com os planos da administração pública.

O projeto Aquático SP inicialmente prevê a operação de linhas de transporte de passageiros, utilizando embarcações com capacidade para 60 pessoas sentadas, conectando diferentes áreas da represa e beneficiando mais de 385 mil moradores das regiões de Grajaú, Cocaia e Pedreira.

Cada embarcação será equipada com portas laterais para embarque e desembarque, acessibilidade para cadeirantes, espaço para bicicletas, Wi-Fi e ar-condicionado.

O preço da passagem será o mesmo cobrado nos ônibus, R$ 4,40, para viagens entre pontos específicos de embarque e desembarque na represa, permitindo a integração com outras linhas através do Bilhete Único.

O tempo estimado de viagem será de cerca de 30 minutos para percorrer os 3 km entre as extremidades da represa.

A operação dessas embarcações ficará a cargo da TransWolff, empresa que esteve sob investigação policial no início de abril por suspeitas de envolvimento em atividades de lavagem de dinheiro ligadas a uma facção criminosa.

A implementação do transporte aquaviário está incluída no plano de metas da Prefeitura de São Paulo e foi uma promessa de campanha eleitoral feita em 2020, quando a chapa encabeçada por Bruno Covas e Ricardo Nunes (o atual prefeito), do MDB, saiu vitoriosa.

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