A Câmara Municipal de São Paulo oficializou, no último sábado (21), a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Favelas, durante evento realizado no Palácio Anchieta. A iniciativa é da vereadora Keit Lima.
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O lançamento reuniu lideranças comunitárias, movimentos de moradia, coletivos culturais e representantes da sociedade civil.
Protagonismo das periferias
Segundo a vereadora, a Frente busca ampliar a participação das comunidades periféricas nas decisões políticas e orçamentárias do município.
“Não estamos apenas criando um grupo de discussão, estamos abrindo as portas da Câmara para que o povo da favela entre e decida sobre o Orçamento.”
A proposta também pretende combater estigmas e reconhecer as favelas como espaços de produção cultural, econômica e social.
Eixos de atuação
A Frente Parlamentar terá atuação em diferentes áreas estratégicas:
- Orçamento público
- Infraestrutura e meio ambiente
- Segurança cidadã
- Direito à cidade
- Cultura
- Trabalho
O objetivo é garantir que esses territórios estejam no centro das políticas públicas da capital.
Debate sobre desigualdade e gentrificação
Durante o evento, lideranças destacaram desafios enfrentados pelas periferias, como desigualdade social, racismo estrutural e processos de gentrificação.
A secretária-executiva da Rede por Adaptação Antirracista, Thaynah Gutierrez, ressaltou a importância do espaço institucional:
“A gente precisa de espaço para discutir prioridades.”
Já Regina Lúcia dos Santos destacou a necessidade de maior investimento público nas comunidades:
“Precisamos discutir o orçamento, pois o dinheiro do município não chega para a gente.”
Defesa de investimentos nas comunidades
Presente no lançamento, Frei David enfatizou que o acesso a recursos públicos deve alcançar todos os territórios da cidade, incluindo as favelas.
A criação da Frente Parlamentar marca um novo espaço institucional para debate e formulação de políticas públicas voltadas às periferias, reforçando a participação popular e a busca por maior equidade na capital paulista.




