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Agora vai: 2025 começou

Josué Coimbra
3 Minutos de Leitura

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Meu primeiro artigo de 2025 chegou. Do 7×1 ao Oscar: Carnaval e a ilusão do progresso. Na última semana, em meio ao enredo carnavalesco, tivemos um clima de Copa do Mundo. Infelizmente, foi um momento que me fez lembrar o 7×1, não pelo jogo, mas pelo clima.

Quando era criança e sempre escutava que o Brasil seria o país do futuro, quando conquistamos o selo Investment Grade, pensei: agora vai, mas foi apenas um teste numa resistência. Como dissera o economista Edmar Bacha em seu conto: O Rei da Belíndia. O termo era uma metáfora que comparava o Brasil a um país fictício, que seria uma junção entre a Bélgica e a Índia. A “Belíndia” teria as leis e impostos da Bélgica, um país pequeno e rico, mas a realidade social da Índia, que é gigante e pobre. Passados 51 anos, vivemos na mesma situação, porém estamos com uma herança do imperador romano Otávio Augusto: pão e circo.

Enquanto o país é assolado pela fome e pela desindustrialização – que começou nos anos 1990 e nos transforma, cada vez mais, em uma economia agrária e de serviços. No início dos anos 1980, a indústria representava cerca de 33% do PIB; hoje, esse percentual caiu para aproximadamente 22%, um reflexo do enfraquecimento da nossa capacidade produtiva. Um país sem indústria, baseado em serviços e commodities, acabará se tornando uma economia frágil. E, mesmo diante desse cenário, a grande massa sai às ruas para celebrar o vazio.

Esse ano, foi diferente. Comemoramos: uma das maiores taxas de juros do mundo, níveis vergonhosos no PISA, e um SUS que, na prática, ainda falta muito para ser, no mínimo, razoável. A desigualdade social só cresce. No Brasil, a renda dos 10% mais ricos é mais de 14 vezes maior do que a renda dos 40% mais pobres, segundo dados da PNAD Contínua do IBGE.

Em 2021, 5,8% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza internacional, enquanto nos Estados Unidos, esse número era de 0,2%. E, para coroar esse espetáculo, vibramos com um Oscar. Como se uma estatueta dourada mudasse o destino de um país que vê sua indústria definhar e sua educação fracassar.

Ah, mas estamos falando sobre a cultura brasileira. Infelizmente, a cultura só entrega dinheiro e prestígio aos mecenas e àqueles que fazem parte do mecenato. O que traz prosperidade é a indústria e a educação.

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