As chuvas registradas nas últimas semanas em São Paulo estão afastando consumidores da região da 25 de Março, um dos principais polos de comércio popular da capital. Levantamento realizado nesta quinta-feira (15) pelo Sindilojas-SP com 20 lojistas da região mostra que 85% dos entrevistados perceberam queda significativa no fluxo de pessoas nas últimas três semanas, com redução estimada entre 25% e 30%.
Segundo os relatos reunidos pelo sindicato, o impacto tem sido mais perceptível entre consumidores que vêm de outras cidades para fazer compras na região. Com chuva forte ou previsão de mau tempo, parte desse público adia o deslocamento até o centro de São Paulo.
A dinâmica afeta especialmente um comércio que depende do alto fluxo de pedestres e da circulação de consumidores ao longo de todo o dia. Além das compras programadas, os lojistas relatam redução do movimento de pessoas que aproveitam a ida à região para circular por diferentes estabelecimentos.
“Na 25 de Março, o movimento de rua é determinante. Quando há uma sequência de dias de chuva, percebemos que parte do consumidor, principalmente aquele que vem de mais longe, prefere postergar a compra. Isso acaba aparecendo diretamente no fluxo das lojas”, afirma Aldo Nuñez Macri, presidente do Sindilojas-SP.
A queda ocorre em um momento de preparação do comércio para o último trimestre do ano, período que concentra datas importantes para o varejo e tradicionalmente amplia o movimento na região.
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Expectativa na 25 de Março
A expectativa dos comerciantes ouvidos é que o fluxo volte a crescer nas próximas semanas, à medida que as compras de fim de ano ganhem força. A avaliação, porém, é que a frequência e a intensidade das chuvas podem continuar interferindo no comportamento de quem precisa se deslocar até o centro da capital.
“Existe uma expectativa positiva para os próximos meses porque entramos no período mais importante do calendário do varejo. Ao mesmo tempo, o comércio de rua é muito sensível às condições climáticas, então acompanhar esse movimento será importante para entender o ritmo dessa recuperação”, diz Macri.
