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Polícia e MP deflagram operação que investiga plano para matar promotor em Campinas

Operação Infiltrados apura corrupção de agentes públicos e possível infiltração de criminosos no Ministério Público de São Paulo
Redação Leia SP
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A Polícia Civil de São Paulo e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do estado (MP-SP) realizam nesta terça-feira (9) a Operação Infiltrados, que investiga a atuação de organizações criminosas na corrupção de agentes públicos, com prática de extorsões, violação de sigilo funcional e possível infiltração de integrantes no próprio MP-SP.

São cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária nas cidades de Campinas e Cardoso. A operação conta com a participação do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de Campinas, da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Penal.

Desdobramento de operação anterior

A Operação Infiltrados é um desdobramento da Operação Pronta Resposta, deflagrada em 22 de agosto de 2025, que apurou a atuação de organização criminosa no planejamento de um atentado contra a vida de um promotor de Justiça do Gaeco.

Uma semana antes da deflagração daquela operação, o Gaeco descobriu que um dos principais acusados — responsável direto pelo plano para matar o promotor — se reuniu com o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas.

No material apreendido, foram localizados vídeos que registram o encontro entre os investigados, realizado às vésperas da operação que frustrou o suposto atentado. O Gaeco investiga as informações privilegiadas que teriam sido repassadas ao criminoso pelo investigador de polícia.

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Extorsão e infiltração no MP

Outro desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White levou o Gaeco a descobrir que um dos principais membros da organização criminosa estava sendo vítima de extorsão praticada por um agente que se valia de informações privilegiadas.

Com o aprofundamento das investigações, o Gaeco apurou que o responsável direto pela extorsão seria um estagiário do próprio Ministério Público que, segundo as apurações, teria se infiltrado propositadamente em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos.

Utilizando bancos de dados e sistemas de pesquisa com o auxílio de outros agentes públicos, o estagiário teria identificado criminosos de alto poder econômico para extorquir em troca de suposta proteção nas investigações.

Entre esses agentes públicos estaria um policial penal e um ex-policial civil, já expulso da corporação pela prática de extorsão mediante sequestro. A investigação aponta que os atos de extorsão teriam sido praticados por meio da internet de um escritório de advocacia.

Por envolverem suspeitos integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, o Gaeco contou, para o cumprimento das ordens judiciais expedidas pelo Juízo de Garantias de Campinas, com o apoio das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, além da Comissão de Prerrogativas da OAB — especificamente para as buscas realizadas no escritório de advocacia.

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