Guti inelegível: MP apura escândalo do Baquirivu, em Guarulhos

Redação Leia SP
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Guti inelegível? O Ministério Público de São Paulo recebeu o relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Guarulhos, que responsabiliza o ex-prefeito pela paralisação de uma obra milionária de combate às enchentes no rio Baquirivu. O projeto, parte do programa Viva Baquirivu, visava beneficiar mais de 1.800 famílias que vivem nas margens do rio, mas foi interrompido durante a gestão de Guti, entre 2017 e 2024.

A CEI concluiu que a Prefeitura contratou cerca de R$ 600 milhões em empréstimos, porém deixou de executar etapas essenciais da obra, como a construção dos reservatórios de contenção, os chamados piscinões. O relatório aponta também a ausência de recursos orçamentários para a construção das moradias previstas na primeira etapa do programa.

Outro ponto destacado pela comissão foi a recusa do ex-prefeito em comparecer à Câmara. Guti recebeu duas convocações para prestar esclarecimentos sobre a obra, mas não apareceu em nenhuma das ocasiões. Essa ausência gerou críticas dos parlamentares e aumentou a pressão política sobre o caso.

Com base nas conclusões do relatório, o Ministério Público agora avalia se há elementos suficientes para denunciar o ex-prefeito por improbidade administrativa. Nesse caso, o Ministério Público leva o caso à Justiça, onde Guti enfrenta responsabilização legal pelo atraso e abandono da obra no Baquirivu.

Escândalo

Em caso de condenação, ele pode perder seus direitos políticos e ficar inelegível para futuras eleições. O escândalo compromete a imagem do ex-prefeito, que vinha sendo cotado como possível candidato em disputas futuras. A expectativa agora gira em torno da posição que o MP adotará diante das provas reunidas pela comissão parlamentar.

Além dos impactos jurídicos, a paralisação da obra gerou consequências sociais graves. Sem as intervenções previstas, as enchentes continuaram a atingir comunidades vulneráveis, agravando problemas de saúde, mobilidade e moradia. Moradores relataram perdas recorrentes de bens durante o período chuvoso e cobram soluções da administração pública.

O lançamento do programa Viva Baquirivu aconteceu com a promessa de reurbanização sustentável, mas acabou se tornando alvo de investigação e frustração popular. Agora, o caso está nas mãos do MP, que decidirá os próximos passos do processo.

 

 

Guti inelegível

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