O valor da cesta básica paulistana registrou alta de 0,31% em fevereiro, segundo pesquisa mensal da Fundação Procon-SP, realizada em convênio com o Dieese.
O preço médio passou de R$ 1.277,11 em 30 de janeiro para R$ 1.281,04 em 27 de fevereiro.
As variações refletem fatores como condições climáticas, sazonalidade, oferta e demanda, preços de commodities, câmbio e políticas tributárias.
Ovo lidera alta
Entre os itens com maior aumento, o ovo foi o principal destaque. A dúzia passou de R$ 9,56 em janeiro para R$ 10,44 em fevereiro, alta de 9,21%.
O avanço é atribuído ao aumento das exportações e à maior demanda interna. No acumulado do primeiro bimestre, a alta é de 3,98%.
Outros aumentos
O extrato de tomate subiu 8,78%, passando de R$ 4,33 para R$ 4,71. O aumento está relacionado às chuvas, que afetaram a qualidade dos frutos.
Já o feijão registrou alta de 6,30%, saindo de R$ 6,19 para R$ 6,58 o quilo. O encarecimento está ligado à oferta restrita e dificuldades na colheita.
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Variações por grupo
Na análise por grupos, os produtos de limpeza tiveram o maior impacto no mês, com alta de 2,46%. Já higiene pessoal subiu 1,39% e alimentação teve leve variação de 0,06%.
No recorte anual, alguns produtos apresentaram queda significativa, como alho (-36,94%), arroz (-35,87%) e cebola (-21,25%).
Acumulado
Apesar da alta em fevereiro, a cesta básica acumula queda de 0,38% no ano e de 6,25% nos últimos 12 meses.
O levantamento reforça a importância do acompanhamento dos preços de itens essenciais para o planejamento financeiro das famílias.



