Brasil registra aumento de transtornos mentais e o monitoramento contínuo de pacientes previne crises

Na Hapvida, cerca de dois mil pacientes com transtornos mentais agudos ou crônicos são avaliados nos prontos atendimentos da rede mensalmente
Redação Leia SP
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O Brasil vive uma crise de saúde mental. O número de afastamentos do trabalho é recorde: chegou a mais de 472 mil licenças médicas em 2024, o maior índice em 10 anos, segundo dados do Ministério da Previdência Social. É crescente também os diagnósticos de depressão e ansiedade, em especial após a pandemia de covid-19.

De acordo com levantamento do Ipsos Health Service Report 2025, para 52% dos brasileiros a saúde mental é a principal preocupação, à frente do câncer (37%) e estresse (33%).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que os transtornos mentais afetam mais de 15% da força de trabalho global. Entre as consequências estão a redução da produtividade e aumento da rotatividade profissional. Mas não só isso, o Brasil figura entre os países com maior prevalência de ansiedade do mundo: quase 10% da população convive com a condição.

No mês em que os cuidados com a saúde mental ganham destaque devido à campanha de conscientização do Janeiro Branco, a Hapvida reforça a importância do debate e de apontar caminhos para enfrentamento das doenças com qualidade de vida.

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Na maior empresa de saúde da América Latina, o programa de monitoramento remoto e contínuo de pacientes com transtornos mentais agudos ou crônicos apresenta resultados expressivos na redução de reinternações psiquiátricas e na eficácia do tratamento.

“Monitoramos as taxas de recorrência do paciente aos prontos atendimentos ou de reinternação integral desde 2023. Reduzimos em dois terços a taxa de necessidade de reinternação em seis meses. Já a reincidência em menos de 30 dias após a alta, um período de altíssimo risco, oscila apenas entre 0,5% e 2% – demonstrando alta estabilidade clínica e confiança dos beneficiários no serviço oferecido. Apesar de uma escassez de dados oficiais, podemos dizer que estas taxas são significativamente menores que as observadas no contexto brasileiro, segundo um estudo da UFMG feito em 2024”, afirma Adria Candido, diretora-executiva de Centros Clínicos e Telessaúde da Hapvida.

Os acompanhamentos médicos eletivos em saúde mental após a alta hospitalar receberam nota 4,93 no Atendimento 5 Estrelas da companhia, pesquisa que mede a satisfação dos beneficiários. Outros indicadores positivos do projeto são as altas taxas de aceite e de adesão ao programa. “A avaliação de satisfação dos clientes (NPS) é alta porque temos conseguido evidenciar a importância do acompanhamento integral dos pacientes com transtornos mentais. O cuidado precisa ir além da alta médica, e o tratamento personalizado faz a diferença”, complementa a diretora.

Linha de cuidado

Criada em 2021, a linha de cuidado em saúde mental da companhia nasceu com foco em pacientes com transtornos mentais graves. Desde então, o programa vem sendo aprimorado.

O cuidado com o paciente começa ainda na avaliação imediata realizada nos prontos atendimentos da rede. Mensalmente, são realizadas entre 1,6 mil e 2,1 mil avaliações. Em 2025, foram 21,2 mil pareceres de urgência, o que evidencia não só a presença assistencial estratégica, mas também a escala do projeto nacional.

Teleparecer

Todo beneficiário que passa por uma crise de saúde mental e procura ajuda nos prontos atendimentos da rede própria é elegível para acompanhamento da equipe multiprofissional por meio do teleparecer. O sistema de monitoramento é remoto, humanizado e proativo.

Nos quadros de piora aguda e crise, alguns pacientes necessitam de internação. Nesses casos, a equipe passa a monitorá-los ainda no hospital e, após a alta médica, realiza o contato com os beneficiários ou familiares por, no mínimo, 90 dias – período considerado mais crítico. Em situações mais complexas, o telemonitoramento pode ser estendido pelo tempo necessário.

Segundo o gerente médico de Psiquiatria  da Hapvida, Gabriel Corrêa Oliveira, todos que passaram por internação psiquiátrica integral são priorizados para captação pelo telemonitoramento.

“Pacientes com patologia mais grave e refratária estão em alto nível de sofrimento, em processo de reabilitação e retomada de suas vidas cotidianas. Nossa linha de cuidado atua como uma rede de segurança: oferece suporte contínuo, agendamento facilitado de consultas com psiquiatras e psicólogos, e um acompanhamento rigoroso de adesão ao tratamento. O objetivo é quebrar o ciclo de crises e reinternações e promover uma recuperação sustentável com qualidade de vida”, ressalta o médico.

Tecnologia auxiliar

Ainda este ano, será implantada uma nova plataforma inteligente de relacionamento com o beneficiário, com o objetivo de automatizar a captação inicial, apresentar o programa e auxiliar na avaliação de sintomas. Não se trata de um bot nem de mecanização das interações, mas de uma ferramenta de apoio à equipe multidisciplinar na identificação de pacientes elegíveis, riscos de recaídas ou baixa adesão ao tratamento, como faltas em consultas, por exemplo.

“A plataforma conta com recursos de inteligência artificial, foi treinada pelo nosso time de psiquiatras para oferecer respostas e orientações assertivas aos pacientes, além de sinalizar aos profissionais de referência situações que exigem atenção ou intervenção. Ao automatizar os processos, conseguimos direcionar o time para o que realmente importa: o cuidado humano, personalizado e empático”, conclui Corrêa.

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