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Vereadores cobram leis mais rígidas para combater o feminicídio na Câmara de SP

Os trabalhos foram iniciados pelo presidente em exercício da Câmara Municipal, vereador João Jorge (MDB)
Redação Leia SP
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A Sessão Plenária realizada nesta terça-feira (10) na Câmara Municipal de São Paulo foi marcada por discursos de vereadores que cobraram leis mais rígidas e maior atuação do poder público no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher.

O debate ocorreu poucos dias após o Dia Internacional da Mulher, diante de novos casos de violência registrados no país.

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Presidência da sessão

Os trabalhos foram abertos pelo presidente em exercício da Casa, João Jorge, que posteriormente transferiu a condução da sessão ao vereador Dr. Milton Ferreira.

Em seu discurso, Milton Ferreira afirmou que o aumento dos casos de violência exige mudanças na legislação.

“As pessoas não estão respeitando as mulheres e precisamos de leis mais duras para que essas pessoas não se sintam donas das mulheres e não evolua para um feminicídio”, declarou.

Combate à violência contra a mulher

Durante os pronunciamentos, o vereador Major Palumbo citou ações da Polícia Militar para enfrentar a violência doméstica, destacando o trabalho da Cabine Lilás, serviço do Centro de Operações da PM que atende ocorrências relacionadas a agressões contra mulheres.

Segundo ele, em todo o estado já foram registradas 24.233 intervenções por meio do serviço, incluindo condução de agressores à delegacia e casos de descumprimento de medidas protetivas.

A vereadora Edir Sales também cobrou maior rigor nas leis, afirmando que muitas vítimas sofrem violência por longos períodos antes do feminicídio.

“As nossas leis são muito frágeis. Muitas vezes os homens são presos, pagam fiança e respondem em liberdade”, disse.

Já o vereador Silvinho Leite reforçou que a defesa das mulheres deve ser prioridade.

“Mulher não é objeto, não pode ser agredida. É inadmissível esses inúmeros casos de feminicídio”, afirmou.

Saúde feminina também entra no debate

A vereadora Dra. Sandra Tadeu destacou a importância do acesso rápido a exames preventivos, citando o trabalho do Centro de Exames da Mulher (CEM).

Segundo ela, a demora para a realização de exames também pode ser considerada uma forma de violência institucional.

“Em alguns lugares de São Paulo as mulheres demoram seis meses para conseguir um exame. Isso também é uma grande violência”, afirmou.

Outros temas debatidos

Além da violência contra a mulher, outros assuntos foram discutidos na tribuna.

O vereador Celso Giannazi criticou a falta de professores em escolas municipais, afirmando que algumas unidades estão dispensando alunos ou reunindo até 50 estudantes em uma única sala.

Já o vereador Senival Moura falou sobre problemas no transporte público, citando falta de ônibus e superlotação em horários de pico.

Homenagem a servidor

Durante a sessão, os parlamentares também prestaram homenagem ao servidor público Paulo Ildefonso Herculano Heleno de Paula, que atuou por mais de 40 anos na Câmara e faleceu no dia 6 de março. O plenário realizou um minuto de silêncio em sua memória.

A próxima sessão plenária da Câmara Municipal está convocada para quarta-feira (11), às 15h, com transmissão ao vivo pelo portal oficial, YouTube e pela TV Câmara.

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